A paisagem, forte, imensa, perturbante…
Na primavera, os mantos floridos de variados tons transformam a minha terra num festival de cor, o verde ainda domina, mas por pouco tempo, não demora a chegar o calor e o verde passará a dourado.
É esta a melhor altura para captar para a posteridade a estação mais fértil, de maior abundância e de maior beleza.

Mais um ninho de Cegonha branca (Ciconia ciconia) perto do Monte Coito, Ourique, ao fim da tarde. A Cegonha-branca é uma espécie protegida nidificante em Portugal. Ave pernalta de grandes dimensões, de pescoço grande e bico alongado e de coloração branca e preta, com pernas e bico vermelho, a cegonha-branca é a mais popular das aves.
As árvores morrem mesmo de pé, e conseguem fazê-lo com mais dignidade do que a maioria dos homens que esta terra pisam. Eh conversinha de blogue institucional... vamos lá dar um lamiré!
Uma outra característica das árvores de montado é o abrigo que proporcionam a fauna autóctone e aos demais que pelas veredas circulam pela madrugada fora e imbuídos pelo consumo de líquidos espirituosos ou mesmo pela sua própria natureza, ali encontram um abrigo capaz de proporcionar uma estada agradável.

O Pôr-do-sol no montado alentejano...
Este pôr-do-Sol é dedicado a Magda, a minha querida amiga Magda! Eu sei que ela adora fotografia, e sei que gosta do contacto com a natureza. E, tenho a certeza que teria adorado ter vindo ao safari(me)...
Mas o temperamento da rapariga, conjugado com o stress que lhe provoco e alimento diariamente... fá-la andar sem estofo para percorrer este safari(me), sem capacidade física para tanta natureza que aqui há para ver e conhecer...

Eh lá que bicho é este? Ovelha não é. Burro não é certamente... e Porco tem mais propaganda!
O Alentejo dá para tudo, vejam lá... até um lama aqui é criado e bem criado que este não cuspiu. Bem educadinho o laminha, não é?


Olha tanto porquinho...
Em qualquer monte, em qualquer propriedade, sigam a vereda que seguirem, hão-de encontrar sempre porcos pretos. Ainda mais hoje que se tornou moda nos restaurantes, comer-se carne do dito bicho. E, a moda vai dando jeito, jeito para os que vendem gato por lebre, e para outros que se colam ao nome do Porco Preto, pois é claro! Fazendo dos bichos e dos criadores sua bandeira. Mas só os criadores, só esses, é que não vêem luz ao fundo do túnel, para esses o jeito que têm em criar porcos dá mais jeito àqueles que empunham a sua bandeira, do que aos próprios.
Durante muitos anos a base do sustento de famílias inteiras no Alentejo, a gordura deste animal era uma dádiva, pois assegurava alimento o ano inteiro. As carnes magras eram as primeiras a serem consumidas devido ao menor tempo de conservação que estas têm.
Continuação no próximo Post.
8 comentários:
obrigada pela foto! ADOREI!
Tu és amiguinho quando queres... tás a ver!!
Mas, és também com a velha do Monte Costa, que dá a esmola e a resposta...
Deixa... cá te espero... na terra do bácoro alentejano.. que não é a minha terra... ma foi onde vivi e cresci e onde me tentas convencer ao safari... mas as fraquinhas... sabes como é... ficam em casa!
Obrigada, pela lembrança!
Adorei a fotografia!!
Aí na terra do bácoro preto... os campos são bestias... noutros tempos ... também andei por aí a apanhar estevas... e a partir mato!
Imagino que sim... E que belo mato que havia nessa altura!
Mas não conte comigo pra almoços malandros...
Já sabes como funciona, né?
convidei-o para almoçar, moçinho?!
Oh menina!Queria ir para Itália, não queria? Já viste o que os almoços dão!?
Receita para almoço a bombar: 3 colas, 2 crepes, 2 pratos e um chinês escaldado a dizer:
Uuuuhhhh, tá klente, tá klente, e dois doidos a rir... a gargalhada
:) em Itália seria ainda mais lindo...
Essas papas queimam mais... e embora sejam mais apetecíveis, requerem outros preparos e como a Velha do Monte Costa diz: outra resposta, né?
Tudo depende da resposta...
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